Navegadores de GPS fazem com que carros conversem entre si
As novidades tecnológicas não se resumem, claro, a produtos e serviços que já
estão no mercado ou em breve chegarão às lojas. Também há inovações mais
conceituais, que ainda parecem um pouco distantes, mas nem por isso deixam de
ser interessantes, principalmente por apontar tendências.
Como, por exemplo, o super sistema de
navegação que o Link pôde conferir na sede da operadora Deutsche Telekom, em
Bonn (ex-capital da Alemanha). Ele vai muito, mas muito além dos aparelhos GPS
atuais.
Para
começar, todas as informações sobre o caminho a seguir, entre outras, são
projetadas no próprio pára-brisa do carro, o que torna muito mais fácil e segura
a consulta enquanto se dirige.
E é
bom mesmo que seja assim, pois a quantidade de dados é
impressionante.
Além
de instruções sobre o caminho a ser tomado, o sistema de navegação também
destaca pontos turísticos, avisa sobre pedágios e eventuais problemas no
trânsito (já sugerindo rotas alternativas) e permite até navegar pelos arquivos
em MP3 guardados no equipamento de som do carro. Tudo à disposição do motorista,
no pára-brisa.
Tem
mais: os carros seriam capazes de se comunicar automaticamente entre si, ou
seja, os veículos que estão na frente poderiam mandar mensagens alertando sobre
problemas na pista como excesso de água ou neve, derramamento de óleo e mesmo
engarrafamentos e acidentes.
E as
rotas a seguir não são indicadas só por instruções de voz - do tipo "vire em
200
metros", como nos GPS atuais. O asfalto à sua frente é
colorido por uma faixa amarela virtual, que indica, de forma bastante visual, o
caminho a seguir.
O
sistema realmente impressiona, até parece um videogame. Incrível. Pena que é
apenas um conceito.
Outro conceito bem bacana, que chamou
a atenção na CeBIT, é o Anatomic Symbolic Mapper Engine, da IBM. É uma espécie
de raio-X virtual, ou seja: conforme você movimenta seu visor de cristal líquido
em frente a um manequim do corpo humano, o funcionamento dos respectivos órgãos
- cérebro, coração, estômago, etc. - é exibido em tempo real, com gráficos 3D
interativos. A tela é touchscreen, ou seja, basta tocar em algum dos órgãos para
ver informações mais detalhadas a respeito daquela parte do organismo.
Fora
de uma faculdade de medicina, essa traquitana não serviria para muita coisa. Mas
que o efeito é lindo, isso é.
A
feira teve mais exemplos que se encaixam na categoria de coisas inspiradoras e
pouco práticas.
Como
uma coleção de roupas digitais, que teve "looks" do mais sóbrio (uma camiseta
com luzes que piscam para avisar quando você está próximo dos seus amigos ou em
algum lugar que tenha acesso Wi-Fi à internet) ao mais estrambótico - um casaco
elétrico aquecido por baterias ou os óculos 3D que exibem os vídeos do seu iPod
ou celular. Nem pense em usar caminhando pela rua; é trombada na certa.
E o
que dizer, então, do laptop MSI ArIon? Ele promete emitir uma espécie de
radiação que limparia o ar - é mais saudável usar esse notebook, dizem seus
criadores, do que passar férias no campo ou na montanha.
fonte:
As informações são do O Estado de S. Paulo
|